O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a exploração de petróleo na Foz do Amazonas após a Petrobras anunciar a identificação de hidrocarbonetos no bloco FZA-M-59, no Amapá. A descoberta, localizada a cerca de 175 quilômetros da costa, reforça o potencial da Margem Equatorial brasileira.
A estatal identificou os indícios por meio de perfis elétricos e análise de rochas. Contudo, a empresa informou que ainda precisa realizar avaliações para confirmar a existência de uma reserva comercialmente viável. O poço Morpho está em águas profundas, com lâmina d’água de aproximadamente 2.886 metros.
Durante discussões sobre a área, Lula citou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para defender a soberania nacional. Em maio, o presidente afirmou que o Brasil deveria explorar a região antes que o norte-americano pudesse reivindicá-la, mencionando declarações de Trump sobre outras áreas.
A Margem Equatorial, que se estende do Rio Grande do Norte ao Amapá, é vista pela Petrobras como uma nova fronteira exploratória. O Ministério de Minas e Energia apoia a ampliação das pesquisas, enquanto órgãos ambientais alertam para os riscos de exploração em área sensível.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, reiterou a necessidade de concluir os estudos de viabilidade. A região abriga manguezais e recifes de coral, o que intensifica o acompanhamento de ambientalistas sobre os possíveis impactos de acidentes.

