Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que o mandatário subestimou o potencial de uma crise política após minimizar o caso de seu ex-chefe de gabinete. O episódio envolve empréstimos recebidos por um antigo auxiliar da empresária Roberta Luchsinger, citada em investigações de fraudes no INSS.
O principal ponto de questionamento nos bastidores não é a existência dos empréstimos, que o ex-chefe de gabinete admitiu ter recebido, mas sim quando o presidente tomou conhecimento da relação entre seu auxiliar e personagens ligados às investigações conduzidas pela Polícia Federal. O ex-chefe de gabinete afirmou em nota que os valores se referem a um empréstimo pessoal já quitado e que não cometeu irregularidades.
Durante reunião com partidos da base aliada, o presidente questionou os presentes sobre quem nunca havia recorrido a um empréstimo com um amigo, minimizando o episódio, conforme informação publicada por veículos de comunicação. Integrantes do governo ouvidos por veículos de comunicação afirmaram que Lula não dimensionou o impacto político do caso, especialmente porque investigações sobre o esquema do INSS também atingem seu filho.
O ex-chefe de gabinete deixou a chefia de gabinete da Presidência para integrar a campanha de reeleição. A mudança foi interpretada por aliados como uma tentativa de afastar do Palácio do Planalto um episódio que poderia ganhar repercussão no início da corrida eleitoral.


