A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou duas ações na Justiça Eleitoral nesta quarta-feira (26) contra os candidatos Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão). O petista, que não compareceu ao debate promovido por emissora de televisão, questiona declarações feitas pelos adversários durante a transmissão.
Ronaldo Caiado tentou vincular Lula a investigações da Polícia Federal envolvendo o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro por suposto tráfico de influência. O candidato também comparou a situação com a apuração contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o financiamento do filme Dark Horse.
A defesa de Lula afirmou na peça jurídica que o escândalo do filme não possui vínculo com o presidente. Segundo a equipe, Caiado utilizou um trocadilho para criar uma falsa associação e confundir os eleitores.
Já Renan Santos chamou o presidente de “bêbado” e “ladrão”, além de sugerir que Lula teria companhias melhores que a da primeira-dama Janja da Silva. A primeira-dama divulgou nota repudiando as falas, classificando-as como ato de misoginia. A campanha de Lula alega que as ofensas extrapolam o debate político e configuram calúnia, difamação e injúria.
O pedido judicial solicita que conteúdos produzidos pelas equipes de Caiado e Renan, baseados nos vídeos do debate, sejam removidos do ar. A campanha do presidente também cobra multa de R$ 30 mil para cada um dos candidatos.
Em nota, Renan Santos reiterou as declarações e afirmou que se tratam de críticas políticas a figuras públicas, inseridas no debate eleitoral. O candidato disse que quem não tem altivez para suportar críticas não deveria disputar a Presidência da República.
A equipe de Ronaldo Caiado ainda não se manifestou publicamente sobre as ações protocoladas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

