Um levantamento identificou que mil e oitocentos candidatos alteraram sua autodeclaração de raça ou cor nas eleições de 2026. Os dados foram obtidos a partir da análise de vinte mil e cinco registros, dos quais onze mil e três já participaram de pleitos anteriores.
As variações mais frequentes ocorreram entre as categorias pardo e branco. Setecentos e sessenta e nove casos registraram a transição de branco para pardo, enquanto seiscentos e noventa e cinco pessoas fizeram o inverso. Houve também duascentos e cinquenta e oito mudanças de pardo para preto e duascentos e cinquenta e um de preto para pardo.
O perfil racial geral dos candidatos em 2026 manteve-se próximo ao de pleitos anteriores. Brancos compõem quarenta e oito vírgula sete por cento do total, pardos somam trinta e seis vírgula dois por cento, e pretos representam treze vírgula seis por cento. Em relação a 2022, houve um leve aumento de meio ponto porcentual entre brancos e de um décimo de ponto entre pardos, mas a participação de pretos caiu meio ponto porcentual.
A distribuição racial difere entre os partidos. O Partido Liberal (PL) possui a maior proporção de brancos, com sessenta e um por cento. Já o Partido dos Trabalhadores (PSOL) registra trinta e quatro vírgula nove por cento de brancos, trinta e um vírgula três por cento de pardos e trinta por cento de pretos.
Essas mudanças ganham relevância devido à legislação eleitoral. O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que legendas que não cumpriram o repasse mínimo de trinta por cento de recursos públicos para candidaturas pretas, pardas e indígenas em eleições passadas devem compensar esses valores nas próximas quatro disputas, a partir de 2026.

