O Ministério do Trabalho e Emprego registrou a criação de 58.568 empregos formais em julho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta sexta-feira (28). O resultado ficou abaixo dos 115 mil postos projetados por agentes financeiros e ocorreu após um vazamento das informações na internet.
O ministro interino, Chico Macena, afirmou a jornalistas que a pasta vai apurar a origem do vazamento dos dados, que ocorreu minutos antes da divulgação oficial. Macena declarou que foram tomadas todas as medidas para evitar a exposição antecipada das informações.
O saldo de julho é resultado de 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos. O volume de postos gerados representa uma queda de 56,3% em comparação aos 133.932 empregos criados no mesmo mês de 2025. No acumulado do ano de 2026, o país soma 972.203 novos postos de trabalho.
Dos postos gerados no mês passado, 95,1% foram classificados como típicos e 4,9% como não típicos. O estoque total de empregos formais no Brasil subiu para 48,1 milhões em julho, contra 48 milhões em junho e 47,2 milhões em julho de 2025.
Quatro dos cinco grandes grupamentos econômicos tiveram saldos positivos. O setor de serviços liderou com 24.098 vagas, seguido pela construção (+12.691), agropecuária (+12.523) e indústria (+11.315). O comércio registrou saldo negativo de 2.056 postos.
O salário médio real de admissão em julho foi de R$ 2.419,23. O valor representa um crescimento de 0,6% em relação a junho, quando a média era de R$ 2.404,10.


