Modelos de gestão concebidos no século XX mostram-se insuficientes para administrar organizações na atualidade. A combinação de avanços tecnológicos, globalização e instabilidade geopolítica cria um ambiente complexo e imprevisível, exigindo uma nova abordagem.
As transformações recentes, como a ascensão da inteligência artificial e a reorganização rápida das cadeias produtivas, alteraram profundamente o ambiente corporativo. Embora as empresas tenham adotado estruturas mais horizontais e incorporado conceitos como propósito e agilidade, grande parte da administração ainda se apoia em fundamentos tradicionais, como a definição de processos e a distribuição de recursos.
O paradoxo reside no fato de que, mesmo com o conhecimento sobre como redesenhar estruturas e implantar tecnologias, muitas organizações revertem decisões descentralizadas. Isso sugere que o problema transcende a execução formal, residindo no modelo mental com que a empresa opera. Existe uma diferença entre a organização desenhada e a organização vivida.
Para o próximo salto gerencial, o autor propõe incorporar a psicodinâmica organizacional. Essa lente complementar busca entender como fatores como confiança, medo e poder influenciam as decisões, indo além do que organogramas e indicadores revelam. A transformação eficaz exige mudança simultânea na arquitetura formal e na psicodinâmica das relações internas.

