O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a receber atendimento odontológico. A decisão, tomada nesta segunda-feira, 17, impôs o sigilo da consulta e ameaçou cancelar o procedimento em caso de vazamento de informações.
A defesa do ex-presidente havia solicitado a autorização para a consulta na sexta-feira, dia 21, com início às 14h. O ato seria realizado em um centro clínico no Lago Sul, em Brasília, próximo à residência do ex-presidente. Contudo, Moraes determinou que o atendimento ocorra no Centro Médico da Polícia Militar do Distrito Federal.
O ministro afirmou que a data e o horário deveriam ser mantidos em sigilo por motivos de segurança. Ele autorizou o subdiretor do Núcleo de Custódia a cancelar o procedimento caso ocorresse o vazamento dos dados.
Ao analisar o pedido, Moraes declarou que não havia situação de urgência. A justificativa para isso foi o fato de a defesa ter apresentado a solicitação em 14 de agosto para uma consulta marcada apenas para o dia 21. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária, sob vigilância do Núcleo de Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal.


