O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, apontou a Turquia como um rival em meio à campanha eleitoral. A tensão entre as nações se acentuou após um bombardeio israelense contra uma base desativada no norte da Síria, próximo à fronteira turca.
Netanyahu alegou que a Turquia tentava estabelecer presença militar na região e que os israelenses confirmaram que o país entendeu a mensagem após ignorar advertências. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, reforçou a pressão, afirmando que o presidente Recep Tayyip Erdogan estaria levando a Turquia a uma “aventura perigosa na Síria”.
Em resposta, o Ministério da Defesa turco negou ter qualquer delegação militar no aeroporto sírio antes ou durante o ataque. Historicamente, o interesse turco na Síria foca em impedir a atividade armada curda, que utilizava o norte do país como base de ataque contra a Turquia.
O partido Likud, de direita de Netanyahu, incorporou essa rivalidade em seu discurso de campanha. Um slogan exibido mostra Erdogan ao lado de líderes como o chefe do Hezbollah e o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei. No entanto, a Turquia possui aliados fortes, como ser membro da Otan e manter bom relacionamento com o presidente americano Donald Trump.
Pesquisadores apontam que a retórica agressiva de Erdogan gera preocupação sobre a possibilidade de grupos armados operarem na Síria. Enquanto isso, a oposição israelense critica o primeiro-ministro por focar em novas ameaças, como a Turquia, sem resolver conflitos anteriores, como o Hamas no Gaza.

