A Nvidia, empresa de chips, buscou convencer gestores de ativos de Wall Street a tratar seus componentes como um novo tipo de investimento. A companhia assinou acordos com Apollo Global Management, Blackstone, BlackRock, Brookfield Asset Management, Goldman Sachs e KKR. O objetivo é mobilizar mais de 500 bilhões de dólares em capital externo para laboratórios e empresas de IA.
Jensen Huang, CEO da Nvidia, propôs que os chips da empresa funcionassem como um ativo gerador de receita, com características de durabilidade e fungibilidade, semelhantes a imóveis ou rodovias. Segundo a empresa, um rack de GPU gera receita ao longo de anos, permitindo que ele seja financiado de forma similar a um edifício.
O modelo de negócio envolve uma plataforma de financiamento que adquire os chips, aluga-os para o cliente e recebe pagamentos atrelados à receita de computação gerada. A Nvidia oferece garantia sobre parte do valor residual em alguns arranjos. David Solomon, CEO do Goldman Sachs, declarou que o momento é um ponto crucial no ciclo de investimentos em IA.
Larry Fink, CEO da BlackRock, comparou o projeto à criação de títulos lastreados em hipotecas na década de 1970. Contudo, o anúncio fez as ações da Nvidia caírem 2,86% no dia, enquanto os gestores de ativos subiram. Analistas apontam que as restrições de balanço patrimonial podem ser um limite real para o crescimento orgânico da demanda.

