O PJM Interconnection, maior operador da rede elétrica dos Estados Unidos, propôs um novo sistema que exigiria o uso de geradores de reserva por data centers quando o suprimento de energia da rede atingir níveis perigosamente baixos. A proposta busca gerenciar a demanda antes de afetar consumidores residenciais.
A iniciativa se alinha ao compromisso do presidente Donald Trump com a proteção ao consumidor, que visa blindar residências dos custos gerados pelo consumo de energia dos data centers. O novo procedimento de emergência notificaria as concessionárias para reduzir ou transferir a demanda de grandes consumidores, como os centros de dados.
O PJM administra a eletricidade para 67 milhões de pessoas em uma área que se estende de Washington, D.C., a Chicago. A proposta sinaliza a tensão crescente entre a expansão dos data centers e a capacidade da rede elétrica nacional de acompanhar esse crescimento.
O operador da rede informou que não possui autoridade atual para limitar o fornecimento de energia a esses locais e que a implementação dependeria da cooperação dos governos estaduais. Em leilão recente de capacidade, o PJM atingiu o teto de preço de 325 dólares por megawatt-dia, mas ficou com um déficit de cerca de 6,8 GW em relação à necessidade de confiabilidade projetada.
Devido à pressão dos data centers, o PJM também sugeriu a criação de um registro para monitorar a localização e o consumo de energia desses centros.


