A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) planeja reforçar a fronteira com Rússia e Belarus com uma rede de sensores e drones assistidos por inteligência artificial. A Iniciativa de Dissuasão do Flanco Oriental cobrirá 3.500 quilômetros para rastrear ameaças.
A estratégia, denominada Iniciativa de Dissuasão do Flanco Oriental (EFDI), segue o modelo de vigilância adotado pela Ucrânia. A inteligência artificial controlará frotas de drones, mas não tomará decisões de ataque. Operadores humanos terão a palavra final sobre qualquer ação de um drone contra um alvo.
O projeto possui uma espinha dorsal de dados, descrita como um sistema nervoso digital, que conecta sensores, drones, satélites e sistemas de membros da OTAN. O trabalho de automação foca em tarefas rotineiras, como monitorar áreas de incursão.
Segundo o major Ben Schiff, gerente de produto do Exército dos EUA, os humanos decidem o que o drone fará, mas não precisam pilotá-lo, pois não há um milhão de pilotos disponíveis. A EFDI busca mudar o processo tradicional de cadeia de comando para uma ‘teia de morte’ (kill web).
Essa nova abordagem unifica dados de drones, sensores e satélites para que os operadores recebam informações rapidamente. Um porta-voz do Exército dos EUA para Europa e África, major Matt Blubaugh, afirmou que a eficácia de qualquer capacidade depende de sua integração no ecossistema operacional mais amplo.


