O ouro reforça sua posição como reserva de valor diante do conflito no Oriente Médio e do enfraquecimento do dólar. Segundo o economista Wagner de Moraes, o metal deixou de ser visto apenas como ativo financeiro, ocupando espaço em estratégias de proteção de grandes instituições.
Moraes afirmou que o ouro passou a ter uma fundamentação forte de proteção, e o enfraquecimento da moeda americana estimula a diversificação de reservas. Investidores e instituições buscam o ouro e títulos do Tesouro dos Estados Unidos para reduzir a exposição a riscos de mercado.
Apesar da valorização recente, o metal segue abaixo dos patamares de março, quando a cotação atingiu cerca de US$ 5.290 por onça. O especialista indicou que essa diferença sugere espaço para nova valorização, mas alerta para o risco de correções devido à alta volatilidade.
A trajetória dos juros americanos também influencia o mercado. Moraes explicou que o banco central não deve elevar os juros, o que tende a sustentar a cotação do ouro. Ele associou a valorização do metal ao enfraquecimento do dólar durante o governo anterior.
O economista ponderou que a instabilidade global mantém a procura por ativos seguros, mas alertou que o preço do ouro pode sofrer correções se não houver novo agravamento do conflito, definindo o momento como de “volatilidade muito forte”.

