O ouro fechou em alta na sexta-feira (7), subindo 2,3% para US$ 4.399,70 por onça-troy. A valorização foi impulsionada pelo enfraquecimento do mercado de trabalho dos Estados Unidos e pela redução das expectativas de alta de juros pelo Federal Reserve (Fed).
Segundo Rodrigo Loureiro, analista, os dados de emprego mais fracos nos EUA reforçaram a procura pelo metal como ativo de proteção. O relatório de empregos mostrou perda líquida de 23 mil postos de trabalho em julho, contrariando as expectativas do mercado. Esse resultado diminuiu a pressão para que o Fed eleve os juros no curto prazo.
Loureiro explicou que uma eventual queda da taxa de juros americana também reduz a atratividade dos títulos do Tesouro, favorecendo ativos que não pagam rendimento, como o ouro. Além disso, o enfraquecimento do dólar contribui para a alta, pois torna a compra do metal mais acessível para países com moedas estrangeiras.
O analista também apontou que governos e investidores institucionais buscam ativos de reserva menos vinculados aos Estados Unidos. A combinação de expectativas sobre juros, dólar mais fraco e busca institucional, somada à especulação, explica a retomada do protagonismo do ouro no mercado.

