O Paquistão declarou nesta quinta-feira (27) que não está obrigado a cumprir sanções unilaterais contra o Irã, a menos que as medidas sejam impostas pelas Nações Unidas. A decisão ocorre após os Estados Unidos alertarem sobre possíveis penalidades econômicas para países que mantenham negócios com Teerã.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão, Tahir Andrabi, afirmou em coletiva semanal que o país segue seus acordos bilaterais com o Irã. Segundo Andrabi, o comércio entre os dois vizinhos permanece robusto e existe interesse em expandir as trocas.
Os dois governos concordaram em concluir um acordo de livre-comércio para ampliar o volume de negócios em mais de três vezes, visando atingir a marca de US$ 10 bilhões. No início do conflito, Islamabad utilizou os laços com o Irã para negociar a liberação de petroleiros.
O Paquistão tenta equilibrar a relação com Washington e Teerã durante a guerra. O país fortaleceu vínculos com os EUA no segundo mandato de Donald Trump, atuando como mediador entre as duas potências. Na semana passada, o chefe do Exército paquistanês visitou o Irã para negociar o fim do conflito no Oriente Médio após nova escalada de tensões.
Paralelamente, Islamabad solicitou uma linha de financiamento de US$ 10 bilhões ao governo dos Estados Unidos. O país aguarda resposta nos próximos meses, na expectativa de aproveitar a melhora nas relações com a administração Trump.

