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Paquistão mantém comércio com Irã apesar de pressão dos EUA

Carla Fernandes
Última atualização: 27 de agosto de 2026 15:00
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

O Paquistão declarou nesta quinta-feira (27) que não está obrigado a cumprir sanções unilaterais contra o Irã, a menos que as medidas sejam impostas pelas Nações Unidas. A decisão ocorre após os Estados Unidos alertarem sobre possíveis penalidades econômicas para países que mantenham negócios com Teerã.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão, Tahir Andrabi, afirmou em coletiva semanal que o país segue seus acordos bilaterais com o Irã. Segundo Andrabi, o comércio entre os dois vizinhos permanece robusto e existe interesse em expandir as trocas.

Os dois governos concordaram em concluir um acordo de livre-comércio para ampliar o volume de negócios em mais de três vezes, visando atingir a marca de US$ 10 bilhões. No início do conflito, Islamabad utilizou os laços com o Irã para negociar a liberação de petroleiros.

O Paquistão tenta equilibrar a relação com Washington e Teerã durante a guerra. O país fortaleceu vínculos com os EUA no segundo mandato de Donald Trump, atuando como mediador entre as duas potências. Na semana passada, o chefe do Exército paquistanês visitou o Irã para negociar o fim do conflito no Oriente Médio após nova escalada de tensões.

Paralelamente, Islamabad solicitou uma linha de financiamento de US$ 10 bilhões ao governo dos Estados Unidos. O país aguarda resposta nos próximos meses, na expectativa de aproveitar a melhora nas relações com a administração Trump.

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