A Petrobras identificou indícios de hidrocarbonetos em um poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, no Amapá. A descoberta ocorreu no bloco FZA-M-59, a cerca de cento e setenta e cinco quilômetros da costa. A região faz parte da Margem Equatorial, considerada uma nova fronteira exploratória para a estatal.
O poço, denominado Morpho, está localizado a dois mil, oitocentos e oitenta e seis metros de profundidade. A Margem Equatorial, que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte, possui alto potencial petrolífero. Se as projeções da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) se confirmarem, o petróleo da área pode aumentar mais de cinquenta por cento as reservas provadas do país.
A Bacia da Foz do Amazonas, uma das cinco bacias da Margem Equatorial, foi licitada em dois mil treze por um consórcio formado pela Petrobras e pela BP. A estatal assumiu o bloco integralmente em dois mil vinte, após a BP desistir do projeto por não obter o aval do órgão ambiental. Por ser uma área ecologicamente sensível, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu a licença somente após exigências, como a construção de centros de reabilitação de fauna.
A perfuração do poço Morpho começou em vinte de outubro, após a obtenção da licença do Ibama. O processo de exploração segue etapas como a sísmica, onde sonares geram imagens do solo, e a perfuração, que busca o reservatório em profundidades superiores a três mil metros. A fase atual da Petrobras é a de exploração, visando confirmar a viabilidade da jazida.

