A Petrobras e o governo federal consideram a exploração de petróleo na Margem Equatorial como caminho para repor as reservas do pré-sal, que deve diminuir a partir de 2034, segundo estimativas da companhia. A estatal confirmou a descoberta de petróleo no Poço Morpho, a 175 quilômetros da costa do Amapá.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, declarou em entrevista no Oiapoque que a área pode ajudar na recomposição das reservas do país frente ao declínio da produção do pré-sal. Os campos do pré-sal respondem atualmente por 80% da produção brasileira, mas a possibilidade de o país se tornar importador de petróleo a partir de 2040 preocupa a cúpula da estatal e o governo.
A Margem Equatorial, localizada na Bacia da Foz do Amazonas, tem potencial produtivo estimado pelo governo federal em pelo menos 41 bilhões de barris de petróleo. A descoberta, que ocorreu na segunda-feira, 17 de agosto de 2026, ainda depende da confirmação de volume e da viabilidade comercial para avançar à fase de exploração.
Para prosseguir com a pesquisa em outras áreas, a Petrobras aguarda a licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para perfurar três novos poços. Chambriard também afirmou que a exploração integra uma estratégia de diversificar investimentos, historicamente concentrados no Sudeste.


