A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira, nova fase da Operação Sem Refino, que investiga suspeitas de irregularidades na Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro. O ex-governador Cláudio Castro é alvo de mandado de busca e apreensão na ação.
A investigação da PF apura possíveis crimes ligados à obtenção de licenças ambientais e gestão fraudulenta. As suspeitas incluem lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, evasão de divisas e práticas contra a ordem econômica no setor de combustíveis. A ação alcança também outros nomes ligados à administração pública e ao setor empresarial.
Bernardo Rossi, ex-secretário estadual de Meio Ambiente, José Mauro Junior, ex-secretário de Transformação Digital, e outros indivíduos também são alvos da operação. As apurações focam nas relações entre agentes públicos e integrantes do Grupo Refit, empresário comandado por Ricardo Magro.
Na primeira etapa da investigação, realizada em maio, a PF apreendeu armas e cerca de 1,1 milhão em moedas estrangeiras. Na ocasião, medidas foram tomadas contra o magistrado Guaraci de Campos Vianna e Cláudio Castro. O desembargador já havia sido investigado por decisões judiciais que favoreceram o grupo em disputas tributárias.
O Grupo Refit figura como um dos maiores devedores tributários do país, segundo a Receita Federal, com débitos superiores a 26 bilhões de reais. Na fase inicial, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão de atividades de empresas investigadas.

