Vinte e sete superintendentes regionais da Polícia Federal emitiram um manifesto apoiando o diretor-geral Andrei Passos Rodrigues. A nota surgiu em contexto de atrito com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator de inquéritos que envolvem Fábio Luís Lula da Silva.
A manifestação dos superintendentes buscou demonstrar a coesão interna da PF, mas também expôs a necessidade de a instituição afirmar sua autonomia frente a possíveis intromissões do ministro. Segundo o texto, existem vazamentos conduzidos por delegados, que utilizam canais semelhantes aos da Lava Jato para fornecer informações à imprensa.
Apesar de defender a independência da PF contra as ações de Mendonça, a instituição, segundo a análise, continua a fornecer impressões e informações à mídia, visando influenciar as investigações de Fábio Luís Lula da Silva. O texto menciona inquéritos em curso, como um contra um empresário por envolvimento com um indivíduo, no valor de mais de R$ 120 milhões.
A questão levantada é o comportamento de agentes policiais que, mesmo sem unanimidade, continuam a traficar informações sigilosas. A análise aponta que, mesmo com divergências editoriais, o benefício é obtido por quem tem acesso aos vazamentos, permitindo a publicação diária de matérias.

