Os preços praticados pela indústria brasileira recuaram 0,83% em julho, na comparação com junho, segundo o Índice de Preços ao Produtor (IPP) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado mantém a sequência de variações negativas observada nos meses anteriores e reforça a desaceleração na saída das fábricas.
O indicador registrou queda de 0,77% em junho e de 0,30% em maio. O movimento contrasta com o desempenho de abril, quando os preços industriais avançaram 2,63%, com alta em 21 das 24 atividades pesquisadas.
No resultado de julho, o refino de petróleo e biocombustíveis foi o setor com maior impacto, respondendo por -0,56 ponto percentual da variação geral. Outras atividades com influência relevante foram a de outros produtos químicos (-0,39 p.p.), indústrias extrativas (-0,19 p.p.) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (0,27 p.p.).
O acumulado do ano chega a 3,09%. No mesmo período do ano anterior, a taxa acumulada até julho havia sido de -3,43%. Entre as atividades com maiores altas no ano, sobressaíram equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos (17,56%), borracha e plástico (14,35%), outros produtos químicos (11,51%) e impressão (6,68%).
Quanto às categorias econômicas, os bens de capital subiram 2,75% em julho frente a junho. Já os bens intermediários recuaram 1,83% e os bens de consumo caíram 0,10%. Dentro desta última categoria, os bens duráveis registraram baixa de 0,37%, enquanto os semiduráveis e não duráveis recuaram 0,05%.

