Um promotor do Ministério Público de São Paulo (MPSP), que investiga o Primeiro Comando da Capital (PCC) há mais de duas décadas, aproximou-se de membros do PT e do entorno de Fernando Haddad. A aproximação, descrita por uma fonte como “conselheiro oculto”, ocorre em meio a debates sobre segurança pública no estado.
Durante o primeiro debate entre Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad, Haddad criticou a política de segurança do governo paulista, alegando que o PCC se fortaleceu no estado. Nesse contexto, o promotor se tornou um interlocutor para o partido, sem possuir vínculo formal com a campanha ou a estrutura do PT.
As divergências entre o promotor e o ex-secretário de segurança pública, Guilherme Derrite, são notáveis. Enquanto Derrite defendeu regras mais duras, o promotor se posicionou contra a classificação do PCC e do Comando Vermelho como grupos terroristas. Ele afirmou que as facções possuem características mafiosas, mas não atendem aos requisitos legais brasileiros para tal enquadramento.
O promotor também alertou sobre os riscos de uma decisão dos Estados Unidos que classificasse as facções como terroristas, pois isso poderia transformar o combate ao crime de assunto policial em questão de defesa nacional. Essa posição coincidiu com a crítica do presidente Lula à interferência externa em assuntos brasileiros.

