A retomada da atividade sexual após um infarto depende da evolução do paciente e da avaliação cardiológica, e não apenas do tempo decorrido. Embora o receio de complicações seja comum, a atividade é classificada como moderada, e o momento seguro varia conforme a gravidade do evento.
A atividade sexual é classificada como um esforço físico moderado, comparável a uma caminhada em terreno plano com velocidade entre 3 e 6 km/h. Um estudo realizado nos Estados Unidos, publicado no Journal of the American College of Cardiology, apontou que paradas cardíacas associadas à atividade sexual ocorreram em apenas 0,7% dos casos analisados.
Em casos de recuperação menos complicados, a volta às atividades habituais, incluindo a vida sexual, pode ocorrer em cerca de uma a duas semanas. Contudo, pacientes com infartos mais graves necessitam de acompanhamento médico antes de aumentar o nível de esforço. O cardiologista deve avaliar a condição do coração e as atividades que o paciente realiza sem apresentar sintomas.
O medo de uma nova emergência pode gerar ansiedade e diminuir o desejo sexual. É fundamental que o paciente converse abertamente com o cardiologista sobre o tema. A atividade deve ser interrompida e os sintomas avaliados se houver dor ou falta de ar durante ou após a relação.

