A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e o candidato João Campos (PSB) estrearam no horário eleitoral na televisão nesta sexta-feira (28). Enquanto Lyra focou em um balanço de sua gestão e em críticas indiretas a administrações anteriores, Campos utilizou a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para pedir votos.
Raquel Lyra dedicou mais de três minutos de sua propaganda a relatos sobre a trajetória nos três anos e meio de governo. A governadora afirmou que não recebeu a “casa arrumada” ao assumir o cargo, referência aos 16 anos consecutivos de governos do PSB no estado entre 2007 e 2022, períodos em que Pernambuco foi comandado por Eduardo Campos, João Lyra Neto e Paulo Câmara.
A candidata citou a recuperação de estradas, reformas de hospitais, construção de creches e a geração de empregos com carteira assinada para defender a continuidade de seu mandato. Em tom pessoal, Lyra mencionou que assumir o governo em um momento difícil, após a morte do marido, Fernando Lucena, durante o primeiro turno das últimas eleições, a ajudou a seguir em frente.
Já a estratégia de João Campos centrou-se na parceria com o governo federal. O presidente Lula aparece ao lado do candidato pedindo explicitamente o voto dos pernambucanos. A propaganda do PSB também evoca a herança política de Miguel Arraes, Ariano Suassuna e Eduardo Campos, além de citar a gestão do candidato na prefeitura do Recife como credencial para governar o estado.
Campos prometeu a construção de quatro hospitais em parceria com a União: o Hospital do Vale do São Francisco, em Petrolina, o Hospital do Sertão do Araripe, o Hospital da Criança do Agreste e o Hospital Geral Metropolitano, que teria 900 leitos. O candidato informou ter se reunido com Lula em Brasília dois dias antes da gravação.
Nas inserções do PL, o candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, não foi mencionado. A deputada federal Clarissa Tércio (PP) utilizou a propaganda para citar pautas ligadas ao bolsonarismo, como “Deus, pátria, família e liberdade”. Lula também apareceu em peças destinadas à disputa proporcional para apoiar candidatos a deputado.

