A regulamentação de criptoativos, definida pelo Banco Central, exige autorização formal das Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (PSAVs) desde fevereiro de dois mil e vinte e seis. Essa mudança altera a dinâmica de uso do dinheiro digital no Brasil, forçando o consumidor a priorizar a segurança regulatória.
Até recentemente, as decisões no mercado de criptoativos dependiam de fatores como taxas, facilidade de uso e reputação informal das plataformas. Paulo de Matos Junior, empresário do segmento financeiro, avalia que a nova regra insere a autorização do Banco Central como um fator decisivo, comparável ao preço ou usabilidade.
A instituição reguladora busca aumentar a transparência do setor e combater fraudes e lavagem de dinheiro. Essa preocupação com segurança deve influenciar o comportamento do público, que passará a pesquisar a situação regulatória das empresas antes de movimentar valores.
O processo regulatório, que durou mais de um ano, envolveu consultas públicas com diversos participantes do mercado. O especialista aponta que a adaptação do público será gradual, e espera-se que, ao longo de dois mil e vinte e seis, o uso de criptoativos se associe cada vez mais a plataformas devidamente autorizadas.

