O candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, defendeu a extinção da Justiça do Trabalho durante um evento com presidenciáveis em Brasília, nesta quinta-feira (27). Santos propôs que os conflitos entre empregadores e trabalhadores sejam resolvidos por meio da Justiça Cível.
O candidato afirmou que a manutenção de uma estrutura judicial específica para questões trabalhistas é inadequada. Segundo Renan Santos, as disputas entre empregados e empresas devem seguir o mesmo trâmite de outras relações entre particulares, como no caso de salários não pagos.
Durante a apresentação, o político criticou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e declarou que a legislação “já deu”. Ele argumentou que o modelo atual de justiça especializada gera custos elevados para o Estado e deve ser substituído por um sistema de análise cível.
Santos também se manifestou contra o fim da escala 6×1, classificando a proposta de redução da jornada de trabalho como “maluquice”. Ele afirmou ter sido o único candidato no evento a se posicionar contra a mudança, alegando que a medida pode elevar custos para as empresas e aumentar a informalidade.
A proposta de reforma trabalhista do candidato inclui a avaliação de novos modelos de contratação para ampliar a formalização. Renan Santos citou os microempreendedores individuais (MEIs) como um exemplo positivo de modelo que contribuiu para a formalização do trabalho.
O presidenciável defendeu a criação de uma estrutura com maior flexibilidade para empresas e empregados, alegando que as proteções atuais da legislação criam conflitos e dificultam novas formas de contratação.


