A seca avança no Sertão de Sergipe, sob influência do fenômeno El Niño, e compromete a produção de milho. A falta de chuva nos meses de maio e junho resultou na perda de lavouras, afetando cerca de 2 mil produtores na região.
A estiagem impactou severamente o campo sergipano. Produtores relataram queda drástica na produtividade, comparando o desempenho atual com safras recordes dos últimos três anos. Um agricultor afirmou que, com o mesmo investimento, a produção deste ano não está ocorrendo como nos anos anteriores.
O El Niño, caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, altera a circulação de ventos e nuvens, reduzindo as chuvas no Nordeste. No Sertão de Sergipe, houve uma redução de 30% nas precipitações em comparação ao mesmo período de 2025. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirmou que a redução da safra de milho em todo o estado é de 35%.
Engenheiros agrônomos indicam que o pouco que resta das plantações pode ser usado para silagem, mas com baixa qualidade devido à ausência de grãos. Agricultores dependentes da terra expressam preocupação com a incerteza do futuro, somando a falta de milho à escassez de água.

