O secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino José de Oliveira, afirmou que não espera liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal para forçar o Fundo Garantidor de Créditos a emprestar dinheiro ao Banco de Brasília. A instituição enfrenta crise de confiança e rombo bilionário.
Valdivino José de Oliveira declarou que a audiência de conciliação, marcada para quinta-feira, 13, visa entender a recusa dos grandes bancos em dar aval à operação. Segundo o secretário, o desenho da operação partiu do ministro da Fazenda, Dario Durigan. Ele disse que “há interesses claros do sistema financeiro que não são postos à mesa”, citando o interesse de alguns bancos em adquirir o BRB.
O governo do DF busca obter um aval do Tesouro Nacional, apostando em uma Capacidade de Pagamento (Capag) provisória. O secretário explicou que, após ajustes fiscais, o DF saiu de um déficit projetado de R$ 5 bilhões para um superávit de R$ 3 bilhões no fechamento de julho. Ele afirmou que a meta é fechar o ano com R$ 5 bilhões.
O secretário também detalhou as medidas de gestão fiscal adotadas, como a implantação de sistema centralizado de empenho de despesas e o aumento da fiscalização para arrecadação. Ele ressaltou que o aporte de R$ 8,6 bilhões, sendo R$ 6,6 bilhões do FGC e R$ 2 bilhões próprios, é necessário para capitalizar o banco.


