O Senado dos Estados Unidos aprovou a indicação de um político republicano para embaixador americano no Brasil nesta sexta-feira (7). O nome, escolhido pelo presidente Donald Trump, depende agora da concordância formal do governo Lula para assumir a missão diplomática em Brasília.
A confirmação ocorreu em um bloco que incluiu outras 73 indicações do governo Trump, sendo aprovado por 51 votos a 47. A votação encerra a etapa interna do processo nos EUA, mas o indicado precisa receber o chamado agrément do Brasil para tomar posse.
O governo Lula ainda não concedeu o aval, transformando a questão em um ponto de atrito entre os dois países. O anúncio inicial de Trump ocorreu em 1º de junho, antes do pedido formal de concordância ao Brasil.
A demora brasileira provocou reação do governo americano. Nesta semana, os Estados Unidos revogaram o visto da embaixadora brasileira em Washington, e autoridades americanas ligaram a medida ao impasse sobre a aprovação do nome. Assim, não há previsão para que o embaixador assuma a função.
O indicado, um advogado de 39 anos, é presidente da Câmara de Representantes da Flórida. Durante sabatina no Senado, ele afirmou que priorizará segurança e relações estratégicas, citando desafios de organizações criminosas transnacionais na região.


