O Senado dos Estados Unidos aprovou, em 7 de agosto de 2026, a nomeação de um indicado de Donald Trump para embaixador no Brasil. A aprovação ocorreu por 51 votos a 47, mas o diplomata ainda depende do aval do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o cargo.
A nomeação foi analisada em bloco, juntamente com outras indicações. O governo Lula optou por postergar o aval até após o resultado do segundo turno das eleições, decisão que gerou frustração entre membros do lado norte-americano. Anteriormente, esperava-se que o diplomata pudesse integrar a missão antes do primeiro turno.
O governo Trump reagiu ao posicionamento brasileiro cancelando o visto da embaixadora do Brasil em Washington. O Planalto não pretende rejeitar a indicação, contudo, deve conceder o aval somente a partir de novembro.
Um ponto de atrito no processo foi a sequência da nomeação. A administração Trump encaminhou o pedido formal de aval ao governo Lula somente após anunciar publicamente a indicação, o que diverge da prática diplomática padrão, na qual o nome do embaixador é submetido ao Legislativo do país de origem após o aval do país receptor.

