Servidores administrativos da rede municipal de Educação de Goiânia decidiram parar por tempo indeterminado a partir de segunda-feira, dia 17. A paralisação ocorre após meses de negociação sobre a reestruturação do plano de carreira, após a rejeição de uma proposta da prefeitura na Assembleia Legislativa de Goiás.
A decisão foi tomada nesta quinta-feira, dia 13, em assembleia realizada no auditório da Assembleia Legislativa de Goiás. A paralisação não abrange professores da rede municipal, focando apenas nos profissionais administrativos. As reivindicações incluem a criação de um novo plano de carreira, atualização salarial, convocação de concursados e ampliação do quadro de funcionários.
A proposta apresentada pelo município oferecia reajuste de 5,4% nos vencimentos e benefícios. Contudo, a categoria rejeitou o cronograma de implementação, que se estende até 2030. Segundo a deputada Bia de Lima, mais de sessenta por cento dos servidores votaram contra o plano municipal.
A presidente em exercício do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás, Ludmylla Morais, explicou que a discussão inicial pautava a reestruturação do plano. Ela afirmou que a administração propôs um cronograma que parcelou o reajuste até 2030, o que foi considerado insuficiente pela categoria.
Além da questão salarial, os servidores cobram melhorias no atendimento do Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (Imas). Ludmylla relatou dificuldades de acesso a consultas e atendimento hospitalar no instituto. O Ministério Público já acionou a Justiça sobre o atendimento da junta médica municipal.

