O Bradesco avalia que sinais crescentes de desaceleração na economia brasileira podem motivar o Banco Central a reduzir a taxa básica de juros (Selic) de 14% ao ano para 13,25% no final de 2026. A projeção considera a dissipação da inflação, embora o banco mantenha a expectativa de 13,75% para dezembro próximo.
O economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato, afirmou que a combinação da desaceleração econômica com a inflação em queda permitirá ao Banco Central levar a Selic para 11% no ano seguinte, e possivelmente para 13,25% no final de 2026. O banco revisou a expectativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2026 para 5%, um índice menor que os 5,3% previstos anteriormente.
A instituição financeira também ajustou suas projeções de crescimento. Para 2026, a alta do Produto Interno Bruto (PIB) foi projetada em 1,9%, contra 2% na expectativa anterior. Para 2027, a projeção de crescimento ficou em 1,3%. Honorato comentou que a economia perdeu tração, e até o mercado de trabalho perdeu ritmo.
Em relação aos preços, o Bradesco espera que o IPCA feche 2027 em 4,10%, abaixo dos 4,22% previstos pelos analistas do Boletim Focus. O banco prevê um câmbio estável, com o dólar cotado a R$ 5,00 no final de 2026 e R$ 5,20 no final de 2027. Honorato ressaltou, contudo, que as incertezas internacionais são elevadas.


