Singapura mantém, desde janeiro de 1992, a proibição da fabricação, importação e venda de gomas de mascar. A medida, implementada durante o governo de Goh Chok Tong, visa impedir que o descarte inadequado do produto cause danos à infraestrutura pública e gere custos elevados de limpeza na cidade.
A restrição surgiu após a inauguração do sistema de Metrô Rápido de Massa (MRT), em 1987, quando autoridades detectaram que usuários colavam chicletes nos sensores das portas dos trens. A prática causava interrupções no serviço e impedia o funcionamento dos pontos de acesso.
Antes da proibição total do comércio, o ex-primeiro-ministro Lee Kuan Yew já havia recebido propostas para banir o produto em 1983, devido a resíduos encontrados em caixas de correio, elevadores e calçadas. Lee defendeu a medida para preservar a ordem e rebateu a ideia de que a ação seria criativa, classificando-a como travessura.
A legislação não torna ilegal o ato de mascar o produto. Pequenas quantidades podem ser trazidas ao país para consumo pessoal, seguindo condições impostas pelas autoridades. Desde 2004, existem exceções para variedades com fins odontológicos e terapêuticos, que podem ser adquiridas via profissionais autorizados.
A apuração indica que a medida resultou na redução de resíduos em espaços públicos e diminuiu problemas técnicos em elevadores e trens. O professor de direito Eugene Tan explicou que a quantidade de sanções para comportamentos civis levou os habitantes a apelidarem o local de cidade das multas.
Embora a venda seja proibida, o descarte de chicletes usados em espaços públicos pode resultar em multas. O objetivo central do governo permanece no controle da comercialização para evitar que o lixo interfira em serviços essenciais da cidade.

