A definição dos suplentes da candidatura de Marília Arraes, do PDT, ao Senado desencadeou um conflito com o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto, do MDB. A disputa envolveu a indicação de familiares e o apoio de antigos aliados.
Marília Arraes anunciou Abel Neto, ex-vereador do Cabo de Santo Agostinho, como primeiro suplente. Edjane Figueiredo, ex-secretária de Assistência Social de Ipubi, assumiu a segunda vaga. Familiares divulgaram nota alegando ter apoiado a candidatura com confiança, mas retiraram o respaldo, afirmando que a postulante não cumpriu o acordado.
A nota dos antigos aliados declarou que a retirada do apoio se deu porque “quando a palavra deixa de ter valor, a confiança também deixa de existir”. Em resposta, a equipe de Marília Arraes afirmou que não comentaria a declaração, dizendo que a decisão era um direito dos envolvidos e que o foco da candidata é “unir pessoas e trabalhar para mudar Pernambuco”.
Membros da Frente Popular de Pernambuco, coalizão liderada pelo PSB de João Campos, negaram ter prometido a Porto a inclusão de um familiar na chapa. Esses grupos afirmaram que a composição com aliados e o desejo de ter uma mulher na disputa nortearam a escolha dos suplentes.

