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Tráfego no Estreito de Ormuz reflete tensões entre potências

Carla Fernandes
Última atualização: 14 de agosto de 2026 16:12
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

O tráfego de navios no Estreito de Ormuz está significativamente abaixo dos níveis registrados antes do conflito, segundo dados de sistemas de identificação. A situação reflete as tensões entre Estados Unidos e Irã, com relatos sobre rotas alternativas e ameaças de minas.

Um panorama voluntário da United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) indicou que os trânsitos detectados pelo Sistema de Identificação Automática (AIS) estão cerca de 90% abaixo da linha de base pré-conflito. O movimento diminuiu desde o pico registrado entre os dias 24 e 26 de junho.

O diretor de Relações Marítimas da International Chamber of Shipping, John Stawpert, afirmou que o fluxo é menor, mas não cessou. Ele explicou que o movimento segue um ciclo, aumentando em períodos de cessar-fogo e diminuindo quando esses acordos são rompidos, citando ainda a ameaça de minas na região.

Em contraste, o Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, declarou que o fluxo de petróleo saindo do estreito aumentou para quase nove milhões de barris por dia em média de sete dias. Ele somou isso aos fluxos via novos gasodutos, atingindo cerca de 15 milhões de barris diários.

O governo iraniano contestou as alegações de controle total dos EUA. A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico do Irã informou que a passagem permanece bloqueada até que suas condições sejam aceitas. Um alto funcionário do Irã declarou que a rota norte é controlada pelo país, enquanto a rota sul é supervisionada pela Marinha dos EUA.

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