Três confederações de peso — UEFA, CONCACAF e AFC — uniram-se para criticar a gestão de Gianni Infantino, presidente da FIFA, após a tentativa de privatizar ativos comerciais da entidade. O bloco de oposição denunciou falhas de governança e exigiu rigor, colocando o mandatário em posição vulnerável.
A iniciativa de criar a FIFA Forward Enterprise (FFE) visava vender uma fatia minoritária dos direitos comerciais globais a fundos privados, buscando captar bilhões de dólares. Essa proposta gerou uma reação inédita na política esportiva mundial, levando as três confederações a articular uma oposição formal.
Em carta aberta conjunta, o trio acusou a gestão de Infantino de quebra de confiança e falhas graves na governança da entidade máxima do futebol. Matematicamente, a união das confederações é forte: UEFA (55 votos), AFC (46 votos) e CONCACAF (35 votos) somam 136 votos, superando a maioria simples de 106 votos necessária para destituir o presidente.
Em contraste, a Conmebol, sob a liderança de Alejandro Domínguez, adotou postura de defesa do presidente da FIFA, alegando a necessidade de estabilidade institucional. Essa posição foi criticada pelo bloco opositor, que alegou que a entidade sul-americana reduziu o futebol do continente a um papel de defesa de um projeto pessoal.

