Donald Trump tem atacado aliados de longa data dos Estados Unidos, como Omã e Coreia do Sul, com uma retórica que fragiliza alianças internacionais. As ações do presidente americanas geram desconfiança sobre o apoio da superpotência aos parceiros tradicionais.
O tom ameaçador de Trump intensificou-se com a guerra contra o Irã. Na segunda-feira, ele alertou que bombardearia Omã se o sultanato, que atua como mediador, interferisse nas negociações entre EUA e o regime teocrático. Essa fúria ocorreu após o fim do prazo de sessenta dias de um memorando de entendimento, que o presidente classificou como grande acordo para o Oriente Médio.
A recusa da Coreia do Sul em se envolver no conflito com o Irã também gerou críticas do presidente americano. Ele ordenou a redução dos exercícios militares conjuntos, inicialmente previstos até o dia vinte e sete, que agora terminam nesta sexta-feira. Trump questionou o país sobre a ajuda militar em uma operação no Irã.
A pesquisadora Dokyoung Koo, do Centro Scowcroft para Estratégia e Segurança do Atlantic Council, avaliou que a preocupação maior não é a redução dos exercícios, mas a forma como a decisão foi tomada. Ela afirmou que anunciar uma mudança drástica no dia do início do treinamento, sem consulta prévia a Seul, demonstra falta de respeito aos aliados. Koo resumiu que outros parceiros dos EUA podem questionar como Washington gerencia suas alianças.
As decisões, segundo a análise, são baseadas no ímpeto e na vingança pessoal do presidente, e não em questões de segurança que orientaram a política externa dos EUA. Nesta dinâmica diplomática, os aliados são criticados por Trump, enquanto o ditador norte-coreano é elogiado.


