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Uefa prepara queixa-crime contra presidente da Fifa

Carla Fernandes
Última atualização: 29 de agosto de 2026 20:25
Carla Fernandes
Tempo: 3 min.

A União Europeia de Futebol (Uefa) informou estar preparando uma queixa-crime contra o presidente da Fifa, Gianni Infantino, por gestão criminosa. A medida ocorre após o plano do dirigente de vender uma participação de 20% nos direitos comerciais da entidade para investidores privados ter fracassado, segundo documentos apresentados à Justiça dos Estados Unidos.

A Uefa busca obter documentos de Joshua Kushner, da empresa de investimentos Thrive Capital, e do braço da Fifa nas Américas. A Thrive Eternal, veículo associado a Kushner, havia sido escolhida como principal investidora na nova entidade comercial. O plano previa levantar US$ 4 bilhões (R$ 21 bilhões), mas a federação europeia classificou a avaliação implícita de US$ 20 bilhões (R$ 104 bilhões) para a proposta como absurdamente baixa.

As acusações criminais devem ser apresentadas na Suíça contra Infantino e possivelmente outros dirigentes e assessores. A Uefa tenta manter a pressão para a destituição do presidente, alegando que a proposta separava as atividades comerciais da Fifa de seu papel como órgão dirigente e responsável pelas regras do esporte.

A entidade europeia chegou a ameaçar boicotar competições da Fifa, mas permitiu a participação de seleções na próxima Copa do Mundo feminina sub-20, na Polônia. Dirigentes da Uefa consideraram que boicotar torneios de base não seria a forma ideal de confrontar Infantino, especialmente com a próxima Copa do Mundo masculina a quatro anos de distância.

Infantino admitiu que as propostas de investimento foram malconduzidas e prometeu realizar uma revisão. O presidente busca a reeleição em março, embora críticos ainda não tenham apresentado um candidato adversário. A Arábia Saudita, sede da Copa de 2034, manifestou apoio ao dirigente na quinta-feira (27) e saudou a desistência do plano de venda.

A proposta dividiu as confederações: Uefa e entidades das Américas e Caribe rejeitaram a medida, enquanto a Confederação Africana de Futebol e federações da América do Sul e Oriente Médio apoiaram o presidente. Durante o torneio de 2026, Infantino informou que a receita da Fifa superaria US$ 15 bilhões (R$ 77,4 bilhões) no ciclo que termina este ano.

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