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Violência contra profissionais humanitários atinge patamar alto em conflitos

Carla Fernandes
Última atualização: 17 de agosto de 2026 14:15
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

Trêscentos e cinquenta trabalhadores humanitários morreram em 2025 em diversas regiões do mundo, informou o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) nesta segunda-feira (17). A violência atingiu profissionais que prestam assistência a populações em crise, sendo Gaza o epicentro com cento e oitenta e seis mortes.

O levantamento da ONU indicou que, no total, novecentos e sete integrantes de equipes humanitárias foram assassinados, feridos ou sequestrados ao longo de 2025, conforme dados do banco Humanitarian Outcomes. Embora o número de mortes tenha diminuído em relação a dois mil e vinte e quatro, quando trezentos e setenta e sete profissionais foram assassinados, a organização considera o cenário grave.

Desde janeiro de dois mil e vinte e seis, mais oitenta e dois profissionais morreram, noventa e sete ficaram feridos e trinta e nove foram sequestrados em diferentes países. Tom Fletcher, chefe humanitário das Nações Unidas, disse que mais de mil trabalhadores morreram em apenas três anos, uma situação que ele classificou como inaceitável.

Fletcher exigiu que os governos cumpram o direito internacional humanitário e adotem medidas para proteger civis e profissionais em áreas de conflito. A ONU também manifestou preocupação com o uso de drones armados, que se tornaram uma ameaça crescente. No Sudão, esses equipamentos foram associados a oitenta por cento das mortes de civis nos primeiros quatro meses de dois mil e vinte e seis, em ataques a mercados e unidades de saúde.

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