O técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, tornou-se cidadão brasileiro após cumprir o requisito de residência ininterrupta e idoneidade moral. O treinador, que vive no Brasil desde novembro de 2020, agora possui dupla nacionalidade, mantendo também a cidadania portuguesa.
Para cidadãos de Portugal e outros países de língua portuguesa, a Constituição Federal exige apenas um ano de residência para a naturalização. O prazo é inferior aos quatro anos solicitados da maioria dos estrangeiros. Ferreira já havia manifestado publicamente o desejo de obter o passaporte brasileiro em 2024.
A mudança não altera a rotina do profissional no clube, mas elimina a necessidade de renovação de vistos ou de autorizações de residência. Em 2022, o técnico também recebeu o título de cidadão paulistano, honraria concedida pela cidade de São Paulo que não se confunde com a nacionalidade.
O processo inverso, para brasileiros que buscam a cidadania portuguesa por residência, segue regras diferentes. Desde a reforma da Lei da Nacionalidade, em vigor em 19 de maio de 2026, é exigido um período de sete anos de residência legal em Portugal.
Nesse caso, a contagem do prazo inicia na emissão do título de residência e não na data de chegada ao país. Além do tempo, Portugal exige a comprovação de integração cultural, domínio da língua, conhecimento de símbolos nacionais e ausência de condenações graves.
A diferença de prazos contrasta com o Estatuto de Igualdade de Direitos e Deveres entre as duas nações. O documento facilita a vida civil de residentes, mas não concede a nacionalidade, que permanece como um processo administrativo separado e mais longo em território português.


