O presidente-executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello, afirmou nesta terça-feira (29) que o país precisa reagir às chamadas importações predatórias e recuperar o mercado interno do setor siderúrgico. A declaração foi feita durante o Congresso do Aço Brasil, em São Paulo. Segundo ele, as importações somaram 5,7 milhões de toneladas em 2025, volume equivalente a um terço das vendas do setor, que classificou como inaceitável.
Mello disse que a maior prioridade do setor é a recuperação das vendas no mercado doméstico. O volume importado, afirmou, não pode entrar no país de forma desleal. “Não queremos bloquear importações, nós queremos que as importações entrem no país como entraram, mas nós não podemos permitir que entrem importações de forma desleal, o que nós classificamos como as importações predatórias”, declarou.
Ao falar sobre as eleições deste ano, Marco Polo afirmou que a agenda do setor siderúrgico não deve mudar independentemente do resultado das urnas. O Instituto Aço Brasil mantém um planejamento estratégico que não depende da troca de governo, disse.
O presidente-executivo afirmou ainda que os executivos do setor devem discutir as perspectivas para 2027 durante o painel de CEOs do Congresso do Aço Brasil. Segundo ele, as empresas estão preparadas para enfrentar o cenário, são competitivas, investem cerca de R$ 12 bilhões e têm demonstrado resiliência.
O Congresso Aço Brasil 2026 é realizado no Transamérica Expo Center, em São Paulo. Em sua 36ª edição, o evento reúne, em dois dias de programação, os principais representantes da indústria do aço, além de especialistas e lideranças do cenário econômico e empresarial. O objetivo é debater as perspectivas do setor e sua importância para o desenvolvimento do Brasil.

