As ações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) registraram alta de cerca de 25% em setembro, impulsionadas pela nomeação de Fabio Schvartsman como novo presidente-executivo. O anúncio, feito na noite de 2 de setembro, provocou a subida de 6,69% nos papéis apenas no pregão seguinte, no dia 3.
Schvartsman substitui Benjamin Steinbruch, que passa a ocupar a presidência do conselho de administração. Analistas de mercado descreveram a mudança como inesperada, mas alinhada a preocupações antigas de investidores sobre a governança da empresa.
Em relatório sobre títulos de dívida, o JPMorgan informou que a transição é uma tentativa de abordar questões de governança, embora a eficácia da medida seja incerta, já que Steinbruch permanece na estrutura de decisão. Os títulos de dívida (bonds) da siderúrgica recuperaram entre 2 e 3 pontos após o anúncio.
O BTG Pactual mantém recomendação de compra tática para o curto prazo, vendo a nomeação como um catalisador de mudanças. O banco avalia que o primeiro teste de Schvartsman será a venda da CSN Cimentos, operação com probabilidade razoável de sucesso para auxiliar na desalavancagem e alocação de capital.
Já a XP Investimentos mantém recomendação neutra, citando a pressão sobre a geração de caixa devido aos juros elevados e fundamentos fracos do minério de ferro. A análise projeta que a companhia precisará de R$ 41 bilhões entre o terceiro trimestre de 2026 e 2030, valor a ser suprido por refinanciamentos, pré-pagamentos de minério e venda de ativos.
O Bradesco BBI também classifica a mudança como um passo positivo para a governança corporativa, mas mantém a recomendação neutra para os ativos da companhia.

