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Ações do IRB sobem com aprovação de corte de impostos

Carla Fernandes
Última atualização: 4 de setembro de 2026 10:57
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

As ações do IRB (IRBR3) operam em alta de 4,17%, cotadas a R$ 61,93, nesta sexta-feira (4). O movimento ocorre após o Senado aprovar, nesta quinta-feira, o projeto de lei PL 3.540/2026, que reduz a carga tributária para resseguradoras locais e agora aguarda sanção presidencial.

A proposta promove três alterações principais no setor. O texto elimina o limite de 30% para o uso de ativos fiscais diferidos (DTA), reduz a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 15% para 9% a partir de 2027 e extingue, em 2030, a alíquota adicional de 10 pontos percentuais do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), baixando-a de 25% para 15%.

Com as mudanças, a alíquota nominal de impostos para as companhias do setor pode cair de 40% para 24%. A medida beneficia especialmente o IRB, que detém cerca de R$ 2 bilhões em créditos tributários.

O Goldman Sachs estima que o pacote gere um valor presente líquido (VPL) de aproximadamente R$ 1,2 bilhão para a empresa, o que representa cerca de 25% do seu valor de mercado atual. O banco avalia que a aprovação definitiva do projeto pode melhorar a rentabilidade estrutural das operações de resseguro no país.

Já o JPMorgan projeta que as alterações podem gerar um ganho de valor presente líquido de cerca de 22% para o IRB. A instituição mantém recomendação de compra com preço-alvo de R$ 68.

O benefício tributário se soma ao impacto esperado da reforma do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) em 2027, que deve eliminar a cobrança de 4,65% de PIS/Cofins sobre as receitas de prêmios. A administração do IRB informou, em teleconferência de resultados do segundo trimestre de 2026, que o projeto fortaleceria o mercado local.

O Goldman Sachs mantém recomendação neutra e preço-alvo de R$ 55 para os papéis, baseando-se em 6,9 vezes o lucro projetado para 2027.

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