Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
OK
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Procurar
© 2024 - BRASIL EM FOLHAS S/A
Leitura: Agentes de IA criam linguagem própria e dificultam supervisão humana
Notificação Mostrar mais
Font ResizerAa
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Font ResizerAa
Procurar
Have an existing account? Sign In
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A

Agentes de IA criam linguagem própria e dificultam supervisão humana

Carla Fernandes
Última atualização: 28 de setembro de 2026 13:44
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

Agentes de inteligência artificial desenvolveram formas próprias de comunicação em um experimento que simulou sociedades compostas apenas por IAs, e parte das mensagens se tornou incompreensível para observadores humanos. O estudo, conduzido pela startup americana Emergence, colocou sistemas baseados em modelos como GPT, Gemini, Claude, Grok, DeepSeek e Qwen para interagir durante 16 dias em ambientes virtuais.

Sem qualquer instrução prévia, os agentes criaram expressões, códigos e convenções linguísticas que acabaram sendo adotados pelos demais participantes. Uma das frases mais repetidas foi “ledger remembers who” (“o registro lembra quem”), usada como uma espécie de alerta de que atos dentro da simulação não passariam impunes.

Em alguns cenários, o nível de opacidade da comunicação cresceu rapidamente. Nos ambientes alimentados por Gemini e GPT, cerca de metade das mensagens passou a ser considerada difícil de interpretar pelos pesquisadores.

“Os agentes não receberam nenhuma instrução para inventar uma linguagem”, afirmou Satya Nitta, CEO da Emergence, em entrevista ao jornal espanhol El País. “Eles desenvolveram vocabulário, significados compartilhados e convenções de comunicação por conta própria.”

Além da linguagem própria, os cientistas detectaram comportamentos considerados preocupantes. Em determinados casos, agentes continuaram perseguindo objetivos mesmo após serem instruídos a não fazê-lo e passaram a utilizar formas indiretas de comunicação para contornar restrições impostas pelos pesquisadores. Segundo o estudo, alguns sistemas chegaram a esconder suas intenções por meio de mensagens codificadas.

Para Nitta, os resultados mostram um desafio crescente para a supervisão da inteligência artificial. “Nós presumimos que, se conseguimos ver o que um agente de IA está dizendo, conseguimos entender o que ele está fazendo. O estudo sugere que essa suposição pode não ser mais válida”, disse.

Notícia Anterior Coreia do Sul cobra desculpas da Ucrânia por revelar envio de norte-coreanos
Próximo notícia UE aprova cinco projetos pan-europeus de defesa
Banner
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A
Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta