Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se reuniram nesta quarta-feira (16), por volta das 14h50, para a primeira sessão plenária após o início do julgamento sobre mensagens enviadas por um ex-banqueiro ao ministro Alexandre de Moraes. A reunião foi marcada pela ausência inicial de Moraes e Gilmar Mendes e por tensão entre os magistrados.
Ao entrar no plenário por volta das 15h15, Alexandre de Moraes cumprimentou Dias Toffoli, que senta ao seu lado esquerdo, mas ignorou André Mendonça, posicionado à sua direita. A movimentação ocorreu após uma sessão na terça-feira anterior, caracterizada por ofensas entre magistrados e divergências técnicas, que foi interrompida por um pedido de vista do ministro Flávio Dino.
A pauta do dia incluiu a análise de um processo sobre a diferença entre regras de licença-maternidade e paternidade, biológicas ou adotivas. Os ministros também retomaram o julgamento de uma ação sobre a imunidade do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) para empresas imobiliárias, porém a discussão foi suspensa após novo pedido de vista feito por Moraes.
O ministro Luiz Fux comentou a solicitação de mais tempo para análise, citando o acúmulo de acervo e a pendência de processos que não terminam quando há pedidos de vista. A sessão contou com a participação de Flávio Dino via videoconferência, enquanto Gilmar Mendes chegou ao plenário logo após a abertura dos trabalhos.
O presidente da Corte, Edson Fachin, pediu serenidade e equilíbrio aos colegas no início da reunião para preservar a credibilidade do Judiciário. A iniciativa buscou desarmar uma obstrução de aliados de Moraes, descrita como uma guerra de ofícios, para viabilizar a sessão.
Apesar dos esforços, a apuração indica que parte dos ministros manteve a disposição pelo enfrentamento político, com acusações sobre interesses eleitorais. Não houve abordagem direta sobre a suspeita de que Moraes teria atuado como consultor de Daniel Vorcaro antes da prisão do dono do Banco Master, conforme relatório da Polícia Federal (PF).


