O ministro Alexandre de Moraes enviou, no início da madrugada desta terça-feira (15), um documento de 44 páginas ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Na defesa, Moraes nega ter trocado mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro e acusa o ministro André Mendonça de agir por motivação político-eleitoral.
A petição foi protocolada a menos de 12 horas da sessão do STF marcada para as 10h desta terça-feira, que analisa o pedido de abertura de investigação contra Moraes. O magistrado classificou as supostas conversas com Vorcaro como “diálogos fantasiosos” e “criminosas mentiras”, afirmando que tais mensagens nunca existiram.
No texto, Moraes utiliza o termo “ilegal” para descrever a conduta de André Mendonça. Segundo o ministro, há uma clara tentativa de vingança por parte de aliados de quem tentou acabar com a democracia no Brasil, alegando que a tentativa de golpe ocorrida em 8 de janeiro de 2023 apenas mudou de método.
O ministro declarou que o Supremo Tribunal Federal saberá resistir e sairá fortalecido, mantendo a defesa da Constituição, do Estado de Direito e da democracia. Ele argumentou que não existe nenhum elemento que indique a prática de conduta irregular ou infração penal de sua parte.
Moraes garantiu que jamais atuou em casos envolvendo o Banco Master ou o escritório de sua esposa, Viviane Barci, no âmbito da Corte. Sobre a Operação Compliance Zero, o magistrado sustentou que a ação foi bem-sucedida e resultou na prisão de Vorcaro, sem que houvesse indícios de vazamentos.

