Um estudante de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), identificado como Deivid Eric da Conceição de Lima, é réu em um processo por estupro de vulnerável na Justiça do Rio de Janeiro. Deivid participou de agressões contra um colega, Diego Costa da Silva Araújo, no dia 25 de agosto, no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS).
O processo tramita na 1ª Vara Criminal de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. A folha de antecedentes criminais do estudante registra um inquérito aberto em 2020, capitulado sob o artigo 217-A do Código Penal. O documento não indica condenação definitiva.
No dia do incidente, Deivid entrou na sala de aula onde Diego, de 27 anos, usava uma camiseta da banda Death in June e um broche com uma suástica riscada. Segundo depoimentos à Polícia Civil, Deivid deu voz de prisão ao colega. Vídeos registraram a sequência de socos e chutes contra a vítima dentro do prédio, com a participação de aproximadamente 10 pessoas durante 30 segundos.
Deivid afirmou que foi agrediddo primeiro e acusou Diego de injúria racial, alegando ter sido chamado de “macaco” e ameaçado de morte. Diego nega as acusações e disse que tentou explicar o significado dos adereços, que usava como sinal de oposição ao nazismo. Vigilantes do instituto e a professora Sabrina Moehlecke, que ministrava a aula, informaram à polícia que não presenciaram ofensas por parte de Diego.
A UFRJ abriu uma sindicância no dia 27 de agosto para apurar os fatos, com uma comissão presidida pelo professor Pedro Paulo Gastalho de Bicalho. Paralelamente, professores e técnicos da instituição divulgaram um manifesto que classifica a vítima como “neonazista” e descreve a reação dos alunos como “autodefesa”, embora o texto afirme rejeitar o “justiçamento”.


