O candidato à reeleição para deputado estadual pelo PSD, André Corrêa, classificou como “verdadeira agiotagem” o modelo de cobrança da dívida pública do Estado do Rio de Janeiro com a União. Em entrevista, o parlamentar defendeu a responsabilidade fiscal, a adoção do voto distrital misto e a criação de incentivos financeiros para a ampliação de creches municipais.
Corrêa afirmou que os encargos aplicados ao longo dos anos transformaram o passivo em uma conta difícil de quitar. Segundo o deputado, o Estado tomou R$ 13 bilhões e já pagou entre R$ 220 bilhões e R$ 230 bilhões, mas continua devendo valor próximo a este. Ele apontou, ainda, o déficit previdenciário como um problema estrutural que exige aportes bilionários anuais.
Em junho de 2026, o Rio aderiu ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), reduzindo o saldo com a União de R$ 210,6 bilhões para R$ 168,5 bilhões. A parcela mensal caiu de R$ 436 milhões para R$ 119 milhões, com correção pelo IPCA e sem juros reais. O governo estadual estima economizar mais de R$ 6 bilhões somente em 2026.
Sobre a economia, o parlamentar disse que a reforma tributária e a tributação no destino podem atrair indústrias de volta ao estado, beneficiando setores de alimentos, bebidas e medicamentos. Na área social, propôs o “ICMS Criança”, que distribuiria mais receitas estaduais aos municípios que ampliarem vagas em creches e melhorarem indicadores da primeira infância.
O deputado, que é oficial da reserva da Marinha, também criticou a perda do controle territorial para o tráfico e milícias, definindo a segurança pública como um problema de “vida ou morte”. Ele defendeu a integração entre inteligência, investigação e policiamento, além de declarar apoio a Eduardo Paes para o Governo do Estado.
Quanto ao saneamento, Corrêa admitiu que a qualidade dos serviços nas concessões privadas “está deixando a desejar”, especialmente no interior. O candidato defendeu maior rigor da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa) na fiscalização das metas contratuais.
Ex-secretário de Estado do Ambiente por duas vezes, o parlamentar defendeu o monitoramento de áreas protegidas por satélite. Ele argumentou que a proteção ambiental e o desenvolvimento econômico são compatíveis, desde que haja licenciamentos eficientes para projetos sustentáveis e fiscalização rigorosa para empreendimentos de risco.

