O candidato ao governo do Rio, Anthony Garotinho (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (24) ser vítima de um “complô” para inviabilizar sua candidatura. O ex-governador acusou a Justiça Eleitoral do Rio de retardar o julgamento de um embargo apresentado por sua defesa, etapa necessária para que o caso seja levado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Durante entrevista coletiva, Garotinho declarou que sofre um conluio sem explicações. Ele informou que não solicita uma decisão favorável, mas apenas que o embargo seja julgado. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) indeferiu o registro da candidatura do político por unanimidade no dia 11 de setembro.
A Corte decidiu que o ex-governador está com os direitos políticos suspensos por oito anos devido a uma condenação definitiva por improbidade administrativa. A defesa de Garotinho contesta a decisão e sustenta que o período de suspensão já expirou.
Em levantamento da Quaest, realizado entre 19 e 22 de setembro, Garotinho mantém 8% das intenções de voto na pesquisa estimulada. O candidato apresenta a maior rejeição da disputa, com 70% dos eleitores afirmando que o conhecem, mas não votariam nele.
O cenário sem a participação do ex-governador altera a distribuição de votos. Eduardo Paes (PSD) sobe de 36% para 38% e Douglas Ruas (PL) passa de 23% para 25%. Na modalidade espontânea, Garotinho subiu de 1% para 3%, enquanto Paes tem 20% e Ruas 13%.
A pesquisa ouviu 1.302 eleitores com 16 anos ou mais, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O estudo foi registrado no TSE sob o protocolo RJ-04982/2026.


