As contribuições para a previdência complementar aberta somaram R$ 92,10 bilhões entre janeiro e julho de 2026, queda nominal de 8,64% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados constam em boletim divulgado nesta terça-feira (15) pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), autarquia federal que fiscaliza o mercado de seguros brasileiro.
A retração real, que desconta a inflação medida pelo IPCA, foi de 12,43%. Apenas no mês de julho, os aportes totalizaram R$ 14,41 bilhões, o que representa uma queda nominal de 22,31% comparado a julho de 2025. O grupo de produtos de acumulação inclui as modalidades VGBL, PGBL e previdência tradicional.
O VGBL, principal modalidade de contribuição, recebeu R$ 82,78 bilhões até julho, com recuo nominal de 10,35% e real de 14,07%. Já o PGBL registrou alta nominal de 12,99%, somando R$ 7,62 bilhões. Apesar do crescimento nos aportes, o PGBL teve saída líquida de R$ 1,54 bilhão, pois resgates e benefícios superaram as aplicações.
A Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) atribuiu o enfraquecimento dos aportes, sobretudo no VGBL, à cobrança de IOF sobre contribuições que ultrapassam o limite anual, regra em vigor desde o ano passado. Na previdência tradicional, as entradas foram de R$ 1,71 bilhão, com saída líquida de R$ 1,47 bilhão.
Em contraste, os seguros de pessoas cresceram 10,48% nominalmente, arrecadando R$ 48,25 bilhões nos sete primeiros meses de 2026. O seguro de vida foi o principal motor do segmento, com R$ 23,46 bilhões em prêmios, alta nominal de 9,49%. O seguro prestamista movimentou R$ 14,38 bilhões, com avanço nominal de 17,36%.
Os seguros de danos arrecadaram R$ 86,23 bilhões, alta nominal de 3,74%, mas com retração real de 0,61%. O seguro auto liderou a categoria com R$ 36,68 bilhões, crescendo 6,17% em valores nominais. No total, o mercado supervisionado pela Susep obteve receitas de R$ 244,96 bilhões até julho, queda nominal de 1%.


