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Aroma de café reduz tensão e ansiedade em universitários

Carla Fernandes
Última atualização: 17 de setembro de 2026 15:04
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

Pesquisadores da Universidade Farmacêutica de Showa, no Japão, identificaram que a exposição ao aroma de café recém-preparado reduz a tensão, a ansiedade e o desânimo. O estudo, publicado na revista Nutrients, monitorou 20 estudantes universitários com idades entre 20 e 29 anos para observar a reação do cérebro via olfato antes da ingestão da bebida.

Os voluntários permaneceram sentados a 50 centímetros do café sem bebê-lo. Durante o experimento, foram monitoradas a frequência cardíaca, a variabilidade cardíaca, as ondas cerebrais e o humor dos participantes. Antes e depois da exposição, os jovens responderam a questionários sobre fadiga, confusão, raiva, hostilidade, vigor e depressão.

Após cinco minutos sentindo o aroma, houve a diminuição das pontuações de perturbação do humor. Os participantes relataram menos sentimentos negativos e apresentaram mudanças no eletroencefalograma (EEG) associadas ao relaxamento. As reduções em fadiga, tensão, ansiedade, confusão e depressão permaneceram significativas após ajustes estatísticos.

O vigor, contudo, não apresentou aumento expressivo. A apuração indica que o aroma está mais relacionado à diminuição da intensidade de sentimentos negativos do que a uma súbita onda de energia. Os cientistas alertam que o efeito absoluto foi modesto e não se sabe se a magnitude representa um relaxamento fisiologicamente significativo.

A pesquisa apresentou limitações, como a ausência de um grupo controle. Os pesquisadores apontam que cinco minutos de descanso tranquilo ou a expectativa dos voluntários sobre o café poderiam ter influenciado os resultados. Além disso, não foram registradas alterações significativas na frequência cardíaca ou na variabilidade do coração.

Os dados mostram que não houve correlação direta entre as maiores melhorias de humor e as alterações no EEG em nível individual. O estudo associa a influência emocional ao fato de o olfato estar ligado a sistemas cerebrais de memória e emoção, onde aromas familiares podem evocar sentimentos antes da identificação consciente.

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