Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
OK
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Procurar
© 2024 - BRASIL EM FOLHAS S/A
Leitura: Aromas sintéticos atraem morcegos para recuperar florestas
Notificação Mostrar mais
Font ResizerAa
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Font ResizerAa
Procurar
Have an existing account? Sign In
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A

Aromas sintéticos atraem morcegos para recuperar florestas

Carla Fernandes
Última atualização: 12 de setembro de 2026 08:01
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

Pesquisadores da Embrapa Florestas, do Instituto Federal do Paraná (IFPR) e da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) constataram que compostos aromáticos sintéticos conseguem atrair morcegos dispersores de sementes. A técnica surge como alternativa mais barata e simples do que o uso de óleos essenciais puros para a restauração de ecossistemas degradados.

O estudo identificou que morcegos dos gêneros Artibeus, Carollia e Sturnira são atraídos por substâncias que mimetizam frutos de plantas como figueiras, jaborandis e tomates silvestres. Ao serem guiados pelo olfato, os animais sobrevoam a região e dispersam sementes por meio das fezes, promovendo a recuperação natural da vegetação.

A substituição de óleos naturais por sintéticos evita a coleta intensiva de frutos silvestres. Segundo a pesquisadora Lays Cherobim, da PUC-PR, a extração de óleos puros é ineficiente, pois 500 gramas de frutos podem render apenas algumas gotas do produto.

A tecnologia foca em biomas fragmentados, como a Mata Atlântica, que possui apenas 12,4% de sua cobertura original, conforme dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, do Inpe e da Fundação SOS Mata Atlântica. O pesquisador Gledson Bianconi, do IFPR, afirmou que a estratégia reduz a dependência do plantio de mudas, processo considerado longo e custoso.

Para a aplicação, os cientistas utilizam septos de borracha de látex pendurados em árvores. O material absorve a substância e a libera gradualmente, mantendo a atratividade por um período de 20 a 25 dias em testes de cativeiro.

A pesquisadora Sandra Mikich, da Embrapa Florestas, informou que os próximos passos incluem a identificação de novos compostos e o uso de câmeras infravermelhas para monitoramento noturno. A iniciativa está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), especificamente nos eixos de consumo responsável e vida terrestre.

Notícia Anterior Brasil e países de língua portuguesa treinam operações de paz
Próximo notícia Ministros do STF divergem sobre sigilo de inquéritos do Banco Master
Banner
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A
Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta